O SUFICIENTE

ll Reis 4:1-7

Nesta passagem, lemos sobre a história de uma viúva que vai até Eliseu em busca de ajuda. Ela explica que os seus filhos estão sendo levados como escravos, por conta de uma dívida que ela não poderia pagar. Eliseu, então, pergunta àquela viúva: — O que você tem em sua casa? E a viúva responde: — Não tenho nada, a não ser um jarro pequeno de azeite.

Lendo essa passagem, lembro-me de um tempo em minha vida em que convivia constantemente com o sentimento de que faltava algo em mim e aquilo que eu já tinha não era suficiente. Sentia que não tinha dons, que não tinha nada a acrescentar na vida das pessoas, que nada do que eu fazia era suficiente para que Deus me usasse para algo que Ele gostaria de realizar nesta geração. Pedi um novo derramar de Deus sobre minha vida e queria, com todo o meu coração, ouvir uma resposta do Espírito Santo trazendo à memória o que traria ânimo pra mim. Em um desses meus dias de constante clamor a Deus, dormi e Deus falou comigo no meu sonho.

No sonho, eu estava no local de cultos da congregação; estávamos todos reunidos aparentemente para receber um pão que o pastor distribuía a todos. Existia uma fila para a distribuição do pão, e eu fui posta na primeira posição desta fila; meu papel era pegar a minha parte e dividir o pedaço de pão com as pessoas que estavam atrás de mim nesta fila. Em determinado momento, o pão acabou, e eu lembro de avisar e perguntar ao pastor o que faríamos. Ele me respondeu: — Cassandra, agora Deus quer que você use o que tem nas mãos.

O engraçado é que eu sabia que não tinha nada em minhas mãos, mas ouvi a ordem e minha atitude foi virar para o próximo da fila, impor minhas mãos sobre ele e abençoá-lo. O próximo orou pelo que vinha atrás e assim todos foram orando uns pelos outros, os grupos foram aumentando e havia pão sendo multiplicado entre eles. Acordei comovida pelo derramar do Espírito Santo, entendendo a resposta através daquele sonho. Soube que, independente do que há em minhas mãos, Deus é capaz de pegar o meu pouco e transformar em suficiente para toda a obra que Ele deseja realizar.

No decorrer da passagem de II Reis, a instrução de Eliseu é que a viúva fosse até os seus vizinhos em busca de vasilhas vazias e que, logo depois, entrasse no seu quarto, fechasse a porta e, juntamente com seus filhos, fosse enchendo as vasilhas com o pouco de azeite que ela tinha em sua casa. Enquanto a viúva enchia os vasos com o azeite, – que para ela era pouco ou insuficiente – o azeite ia sendo multiplicado a ponto de encher todos os recipientes que seus filhos iam lhe trazendo.

Eu quero encorajar você a usar o pouco que Deus colocou em suas mãos para abençoar: no momento em que a viúva responde a Eliseu que não tinha nada a não ser um pouco de azeite, ela talvez não entendesse que aquele pouco poderia ser o suficiente. Eu creio que a instrução do profeta para que ela entrasse no quarto, fechasse a porta e enchesse as vasilhas também é um convite de Deus, agora neste tempo. Deus quer nos trazer para esse lugar de intimidade com Ele, para que procuremos descobrir o que Ele já depositou em nós permitindo, assim, que abençoemos a outros.

Eu não sei o que Deus colocou em suas mãos, ou no que Ele pretende usar isto, mas sei que, se você for fiel no pouco, Ele te colocará sobre o muito para continuar abençoando. No Reino, é no dividir que nasce a multiplicação, e nos pequenos atos de obediência à vontade de Deus é que nascem os grandes milagres.

Se você leu até aqui, quero te desafiar a enviar este texto a alguém que precisa praticar essa verdade e receber aquilo que o Senhor tem para derramar.

- Cassandra Ribas